Trajeto de barco de Gili Trawangan até Flores, Indonésia

Trajeto de barco de Gili Trawangan até Flores, Indonésia

Nós estávamos em Gili Trawangan e tivemos que pegar um barco (que estava incluso no pacote) até Lombok. O trajeto demorou uns 30 minutos.

Chegando em Lombok procuramos o responsável pela empresa Wanua Adventure (ele estava com a camiseta da empresa) e fomos para o Lombok Café, que é o ponto de encontro do pessoal.

Deixamos nossas mochilas no Café e compramos alguns itens do cardápio da empresa para a nossa viagem de 4 dias: algumas cervejas, coca-zero e Pringles. Eles levam as compras para o barco e deixam tudo em caixas ou na geladeira. Você vai marcando o que pega em uma comanda para saber o que ainda tem e o que já pegou!

Depois saímos à caça de maçãs, protetor, repelente e outras coisinhas nos mercadinhos da cidade, uma vez que a saída do barco estava marcada para as 13hs e ainda eram 9hs…

O passeio acabou saindo umas 14hs.

O barco

A empresa que escolhemos tem dois barcos, um com capacidade para 45 e outro para 35 pessoas.

Você não escolhe o barco que vai e nos alocaram no barco menor. Ele só tem 2 cabines, mas nos falaram que as cabines eram maiores do que as do barco grande. São 6 cabines no barco maior.

O nosso barco tinha capacidade para 35 passageiros, mas saímos com 21, o que foi perfeito!

Eu e o Robin pegamos uma cabine e achamos que foi excelente porque tínhamos a opção de nos vestir ali caso o banheiro estivesse ocupado, além de ter bem mais conforto e tranquilidade para dormir.

A cabine é barulhenta porque fica em cima do motor, mas nada que um protetor de ouvido ou uma música não resolva. Dormi com o iPod todos os dias e dormi muito bem.

O trajeto

Dia 1

O barco ancora em um lugar lindo depois de navegar uns 45 minutos, o que já deixa todo mundo feliz e empolgado. A parada ainda é em Lombok, bem na ponta da ilha, e de lá é possível ver Gili Air.

Na volta do mergulho e snorkel é servido o almoço. Uma toalha é estendida no chão do único espaço coberto do barco e as travessas de comida são colocadas ali. Cada um se serve e come sentado nos bancos na sombra, ou sentado na frente do barco, que não é coberta.

A primeira refeição foi um tanto confusa. Faltou comida, porque teve gente que pegou coisa demais e não esperou para ver se daria para todos se servirem. Foi feio.

Por sorte, nosso grupo era uma graça e todos perceberam que teriam que se esforçar mais para que a convivência desse certo. Foi fácil. O banheiro estava sempre limpo (óbvio que na medida do possível em um barco), não havia lixo pelo barco e todos se entrosaram muito bem.

Seguimos navegando e pudemos contemplar um lindo pôr-do-sol.

O jantar foi servido e não muito depois, todos já estavam deitados dormindo.

Quem não dorme nas cabines dorme em colchonetes dispostos na parte superior no deck. Essa parte só é usada para esse fim e não dá para ficar de pé lá, só dá para andar agachado.

Eu perguntei para as meninas o que elas acharam de dormir lá e elas disseram que foi super tranquilo, sem mosquitos e que não passaram nem frio e nem calor.

Navegamos mais algumas horas e ancoramos para que o motor esfriasse. Quando eu acordei, estávamos navegando novamente.

O primeiro dia havia sido ótimo!

nascer do sol no barco

Dia 2

Paramos em MOYO Island (o lugar é maravilhoso) e fizemos snorkel, nadamos e visitamos uma cachoeira na floresta.

Tivemos que andar uns 15 minutos por uma trilha fácil até chegar ao primeiro nível da cachoeira.

Decidimos ir ao topo, onde há um poço mais fundo, porque queríamos saltar de uma árvore e é só lá que dá para fazer isso por causa da profundidade.

A cachoeira não é nada de mais, mas foi muito bom ficar imersa na água fresca, mesmo sabendo que teríamos que voltar nadando até o barco e que os nossos minutos de “banho” acabariam em instantes.

Voltamos ao barco e estávamos distraídos conversando, quando vários golfinhos (inclusive um filhotinho) surgiram ao lado do nosso barco. Eles nos acompanharam por algum tempo e depois partiram. Vimos golfinhos em outras duas ocasiões durante a viagem.

Depois de mais algum tempo navegando, chegamos à SATONDA Island, onde também nadamos e fizemos snorkel.

Essa ilha vulcânica é incrivelmente bonita e no seu interior há uma cratera com um lago imenso de água salgada. O lago fica cercado pelas altíssimas paredes da cratera e faz do lugar um paraíso imaculado.

Navegamos durante a noite e, pela manhã, chegamos à LABA Island, local onde arraias manta podem ser vistas.

O segundo dia fora ainda melhor que o primeiro e à essa altura eu estava me sentindo parte da Expedição Oriente da família Schurmann sentada na proa com um copo de café (não coado) fumegante na mão.

moyo-island

Dia 3

Chegamos à LABA Island, onde tem o manta point, um lugar onde várias arraias manta são vistas.

Colocamos nossos snorkels e ficamos na proa do barco procurando alguma.

O nosso guia havia feito esse trajeto 4 vezes e nunca tinha visto nenhuma, pois a sorte depende da maré e da estação do ano.

De repente vimos aquela coisa gigante preta “voando” na água.

Todos pularam do barco e saíram nadando como loucos atrás do assustado animal, que não demorou a fugir.

Nadamos com esforço de volta para o barco (a correnteza é MUITO forte em alguns lugares na Indonésia) e ficamos conversando sobre o animal quando alguém avistou uma manta bem debaixo do nosso barco.

Todos pularam na água novamente e foi um momento mágico.

Depois seguimos navegando até a Pink Beach, na Ilha de Komodo. A praia tem esse nome porque a areia fica misturada com pedacinhos minúsculos de pedras vermelhas, o que dá o tom para a areia. Essa cor só pode ser vista da praia e, para chegar nela, você tem que pular do barco e nadar em um mar com bastante correnteza.

Vimos lulas gigantes, tartarugas, estrelas-do-mar azuis e vários peixes durante o trajeto até a praia.

Voltamos ao barco e fomos ao Parque Nacional de Komodo, onde vimos vários dragões de komodo na Natureza. É melhor ir de tênis para o passeio.

A ilha Komodo é muito linda, a vista  do alto da montanha é alto indescritível.

À noite ancoramos em uma baía e fizemos uma festa no barco com música, luzes de balada e muita cerveja Bintang, que era trazida por crianças em caiaques extremamente bem conduzidos. De hora em hora encostava algum caiaque para vender mais cerveja…

Outro dia maravilhoso. Talvez o melhor da viagem.

Dia 4

Fomos à RINCA Island, outro habitat natural dos dragões de komodo. Outros animais também podem ser vistos pela ilha, tais como: javalis, veados, macacos e búfalos. Tudo é muito seco e os animais estavam muito magros.

Nos disseram que os dragões de Komodo caçam naturalmente e que os filhotes costumam viver na copa das árvores até os 3 anos porque no chão seriam facilmente devorados por dragões de komodo mais velhos, uma vez que eles são canibais.

Os dragões maiores podem caçar e comer qualquer animal da ilha.

Paramos em mais uma ilha para nadar e fazer snorkel (maravilhosa, por sinal) e, após navegarmos mais algumas horas, chegamos em Labuan Bajo, capital de Flores.

Eu não sei se tivemos a sorte de estarmos em um grupo de pessoas que se deram bem, ou se foi o passeio que foi tão maravilhoso que fez com que todos relaxassem e aproveitassem ao máximo cada minuto, mas eu realmente recomendo essa viagem.

Esqueça os luxos e se programe para que a viagem seja perfeita para você. Eu levei frutas, dois livros, lencinhos umedecidos, chiclete, iPod e escolhi um biquini que gostava para usar todos os dias (No barco nāo há espelhos!).

No final o grupo estava tão unido que todos se hospedaram no mesmo hotel em Flores. Nos dias seguintes mergulhamos, almoçamos e jantamos juntos!

Foram quatro dias inesquecíveis!

rinca-island

Labuanbajo, capital de Flores

Mergulho

Quem vai à Flores geralmente tem o objetivo de mergulhar, pois o Parque Nacional de Komodo é um dos melhores points de mergulho do mundo. A visibilidade é excelente, os corais são tão coloridos que fazem o fundo do mar parecer um jardim gigante. Em um mergulho é possível ver tartarugas, polvos, lagostas, tubarões, barracudas, mantas, cavalos marinhos e uma quantidade infinita de peixes, inclusive nemos!

Nós escolhemos e indicamos o Komodo Dive Center. Os briefings do divemaster são excelentes e a explicação dada mostrou-se fundamental, pois em Komodo a correnteza é forte e eu tive que usar uma das técnicas demonstradas para escapar de uma corrente que me puxou rapidamente para a superfície da água.

O Moritz, dono da empresa, é um mergulhador alemão experiente e gosta do que faz. A saída com 3 mergulhos em um dia custa algo em torno 110 dólares, com o almoço, snacks, frutas, café e chá inclusos no preço.

Komodo Dive Center

Waecicu Beach, Labuanbajo

Telefone: +62 (0) 81236303644

Email: info@divingkomodo.net

Site: divingkomodo.net

Hotéis

Os hotéis do centro são mais baratos, mas não são dos melhores. Nós indicamos o The Lounge Restaurant, que custa 385.000 rúpias (uns 80 reais), mas é um dos poucos com ar-condicionado e chuveiro quente por esse preço, que também inclui o transporte gratuito até o aeroporto.

Quem quiser um pouco mais de conforto pode escolher opçōes como o Laprima ou o Bintang Flores, mas eles são mais afastados do centro da cidade.

Laprima

Laprima

Beach Clubs

Como a cidade é basicamente um cais e um aeroporto, não é possível ir à praia e estender a canga para tomar sol.

Uma opção é aproveitar as facilidades dos hotéis grandes (como a piscina e praias particulares) pagando uma diária de 50.000 rúpias, algo em torno de 10 reais.

Ida de Flores a Bali

Após uma semana na ilha decidimos voltar à Bali e daí sim voltamos de avião. Usamos o buscador Skyscanner pelo site www.skyscanner.com.br e achamos o melhor preço, pois esse é um trecho caro.

Para quem não sabe, o Skyscanner não trabalha somente com a busca de passagens aéreas, mas também compara preços de hotéis e de aluguel de carros para qualquer destino.

Wanua Adventure

Escolhemos a empresa Wanua Adventure – www.wanuaadventure.com – e compramos o passeio de barco em Gili Trawangan, com o Andy.

Caso você queira mais informações, o email dele é suwandyglobal@yahoo.com, pode falar que o Robin e a Cris indicaram!

Comments

  1. says

    Olá! Muito legal o post e o blog de vocês! Estamos querendo fazer essa trip de barco mas estamos com uma dúvida. O destino final, no caso Flores, seria nossa porta de saída da Indonésia. O aeroporto de Labuan Bajo é a melhor opção para voos internacionais ou há outros próximos? Além disso, é possível fazermos esse passeio com todas nossas malas? Obrigada!

    • Cris says

      O propósito aqui foi passar a informação. Caso queira, posso te contar como me senti ou se comprei alguma garrafa.

    • Cris says

      Oi, Luiz! No primeiro dia tomamos banho em uma cachoeira, mas como voltamos para o barco nadando, acaba não contando como banho!!! Há um barril com água doce no barco e podemos usá-lo ao fim do dia.
      Eu

      • Luiz says

        Obrigado pela resposta. Estou querendo fazer essa viagem, mas fiquei intrigado com a questão do sal hehehe. Fiquei mais tranquilo agora com a presença do barril com água.

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